RELATÓRIO
GEOTÉCNICO
Documento consolidado com todas as análises e recomendações técnicas para o Projeto Rota Mogiana.
Data
Jan 2026
Emissão
Autor
Manus AI
Análise técnica
Arquivos
318
Analisados
Rodovias
15
Trechos
Principais conclusões do relatório geotécnico
Pavimentação
Solos com excelente qualidade para subleito. CBR entre 19-23%, baixa expansão.
Terraplanagem
Camada mole superficial (0-8m) é o principal desafio geotécnico.
OAE
Fundações profundas são obrigatórias. Camada resistente a partir de 8m.
Projeto Rota Mogiana - Janeiro 2026
Relatório de Análise Geotécnica – Projeto Rota Mogiana
Autor: Manus AI
Data: 15 de Janeiro de 2026
1. Introdução
1.1. Objetivo
O presente relatório tem como objetivo consolidar e apresentar uma análise geotécnica detalhada dos materiais investigados ao longo dos trechos que compõem o projeto Rota Mogiana. A análise foi segmentada em três áreas de aplicação principais: Pavimentação, Terraplanagem e Obras de Arte Especiais (OAE), com base nos dados de sondagem e ensaios de laboratório fornecidos.
1.2. Escopo
A análise abrange um conjunto de 318 arquivos de sondagem distribuídos por 15 rodovias ou trechos distintos, incluindo SP-107, SP-133, SP-333, entre outras. Foram examinados relatórios de Sondagem à Percussão (SPT), ensaios de Índice de Suporte Califórnia (CBR), análise granulométrica, limites de Atterberg e ensaios de compactação, permitindo uma caracterização completa dos materiais de subleito.
1.3. Metodologia
A avaliação foi conduzida através da interpretação e correlação dos ensaios geotécnicos, seguindo as diretrizes de normas técnicas brasileiras, como as da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), e especificações de órgãos rodoviários como o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e o DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo).
2. Análise Geotécnica para Pavimentação
Esta seção detalha a qualidade dos materiais de ocorrência natural para aplicação em camadas de subleito.
2.1. Caracterização dos Materiais de Subleito
Os ensaios de laboratório permitiram classificar os solos e determinar seus parâmetros de engenharia. Predominam solos do grupo A-6 (solos argilosos), com um ponto classificado como A-7-5 (solo argiloso de maior plasticidade). Ambos são comuns em subleitos rodoviários no Brasil.
Principais Parâmetros:
- CBR: Varia entre 19,0% e 23,0%
- Expansão: Varia entre 0,1% e 0,4%
- Densidade Máxima: 1,623 a 1,845 g/cm³
- Umidade Ótima: 14,8% a 20,2%
2.2. Avaliação da Qualidade do Subleito
Todos os solos ensaiados apresentaram valores de CBR entre 19,0% e 23,0%. Esta performance enquadra os materiais na categoria de subleito bom a muito bom.
Atendimento aos Critérios:
- ✅ Todos os resultados superam o requisito mínimo de 6% para subleito
- ✅ Todos superam o requisito de 10% para reforço do subleito
- ✅ SP-133 ST-01 (CBR=23%) atende ao critério para sub-base (≥20%)
Expansão:
- Todos os solos apresentam expansão inferior a 0,5%
- Muito abaixo do limite de 2% para subleito
- Indica que os solos são pouco expansivos e estáveis
2.3. Parâmetros para Compactação
O controle de compactação em campo é essencial para que o solo atinja a capacidade de suporte determinada em laboratório.
Recomendações:
- Grau de compactação mínimo: 100% da energia Proctor Intermediária (PI)
- Controle rigoroso da umidade na faixa ótima (14,8% a 20,2%)
- Implementar controle tecnológico com ensaios de densidade in situ
2.4. Conclusões para Pavimentação
-
Aptidão do Material: Os solos analisados são altamente recomendados para uso como subleito ou reforço do subleito.
-
Homogeneização: Recomenda-se a homogeneização do material no subleito para garantir comportamento uniforme.
-
Pontos de Atenção: O solo A-7-5 (SP-107, ST-01) requer controle de umidade mais rigoroso devido à maior plasticidade.
-
Uso como Sub-base: O material ST-01 da SP-133 (CBR=23%) tem potencial para uso como sub-base, gerando economia no projeto.
3. Análise Geotécnica para Terraplanagem
3.1. Perfil Geotécnico do Subsolo
A análise dos relatórios de sondagem SPT revela um perfil geotécnico com duas camadas principais:
-
Camada Superior (0 a ~8m): Argila areno-siltosa de consistência mole a muito mole. Inadequada para suportar cargas de aterros altos ou fundações diretas.
-
Camada Inferior (>8m): Argila silto-arenosa de consistência rija a dura. Competente para aterros e fundações.
3.2. Parâmetros para Cortes e Aterros
Aterros:
- Aterros sobre a camada mole exigirão soluções de melhoramento (colchões granulares, geossintéticos ou substituição)
- A umidade natural próxima da ótima facilita a compactação
Cortes:
- Prever taludes abatidos e sistemas de drenagem eficientes
- Prevenir processos erosivos
4. Análise Geotécnica para Obras de Arte Especiais (OAE)
4.1. Análise das Sondagens em Profundidade
Os dados de SPT até 13,35 metros indicam que a camada resistente se encontra a partir de aproximadamente 8 metros de profundidade.
4.2. Recomendações para Fundações
Fundações Rasas (Sapatas):
- ❌ Inviáveis sobre a camada de solo mole superficial
Fundações Profundas (Estacas):
- ✅ Solução recomendada
- As estacas deverão atravessar a camada mole e atingir a camada rija/dura
- Tipos recomendados: estacas cravadas ou escavadas (hélice contínua, raiz)
- Profundidade mínima: penetrar 3-5 metros na camada resistente
5. Conclusões Gerais
A análise geotécnica dos dados do projeto Rota Mogiana indica um cenário favorável para a execução de obras rodoviárias:
-
Pavimentação: Os solos locais apresentam excelente qualidade para aplicação como subleito, com altos valores de CBR e baixa expansão.
-
Terraplanagem: A presença de uma camada de solo mole superficial é o principal desafio geotécnico, exigindo atenção especial em projetos de aterros e cortes.
-
OAE: As condições de subsolo demandam o uso de fundações profundas para garantir a segurança e estabilidade das estruturas.
Recomenda-se a continuidade das investigações geotécnicas durante a fase de projeto executivo para detalhar as soluções em pontos específicos.
Relatório de Análise Geotécnica
Projeto Rota Mogiana - v1.0
Realização
Manta Associados